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Dados ANP mostram defasagem preço do gás de cozinha em ± 30%

A Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR, entidade nacional representativa do setor revenda, vem esclarecer essa distorcida realidade apresentada pela Petrobras sobre preço do gás de cozinha.

1) Da composição do setor:

 

2) Da realidade dos preços aplicados no setor gás de cozinha:

De acordo com dados da Agencia Nacional Petróleo – ANP, apresentamos a composição dos preços, valores que na prática, chegam aos agentes regulados.

Petrobras: O preço do botijão de 13 Kg, o tradicional “botijão de gás de cozinha”, custava em janeiro de 2017  R$ 13,24 s/impostos e com os aumentos e descontos praticados pela Petrobras, em fevereiro de 2018 o valor do gás de cozinha s/impostos chega a R$ 23,28. Um aumento real de 75,80%. Considerando os impostos, este valor, preço de compra das Distribuidoras, passa de R$ 22,99 em janeiro de 2017 a R$ 34,95, um aumento real com impostos de 52,02%.

Distribuidoras: Considerando o mesmo período, o preço de venda das distribuidoras ao setor Revenda em janeiro de 2017 foi de R$ 39,57, com os aumentos e descontos recebidos pela Petrobras, temos um preço de venda ao setor revenda em fevereiro de 2018 de R$ 34,95 – um aumento real de 25,47% .  Segundo esses dados da ANP, as Distribuidoras para conseguirem equilibrar todos os aumentos e descontos praticados pela Petrobras teria que reajustar o botijão de gás de cozinha em mais 26,55%.

Revendas/ Consumidor: As revendas iniciaram em janeiro de 2017 com preço de venda ao consumidor de R$ 55,61, com os aumentos e “descontos” recebidos pelas Distribuidoras, o preço ao consumidor em fevereiro de 2018 chega a R$ 66,80.

O preço médio ao consumidor precisaria ser reajustado em 28,30% para que todos os repasses (aumentos e descontos) fossem aplicados. Nesta analise o preço ao consumidor deveria estar em média R$ 84,50 em fevereiro de 2018.


Fonte: Preços consolidados média Brasil – www.anp.gov.br 20/04/2018 as 09:00

Todo o segmento vive acumulando prejuízos, ao contrario que o Governo Federal vem mostrando, nossas revendas são empresas com fins lucrativas, precisam arcar com um elevado custo operacional, uma entrega de um botijão de gás de cozinha, gasta em media 1,5 litros de gasolina, quando feito por uma pick-up, um custo de aproximadamente de R$ 7,00 só com o combustível, alem de todos demais custos e encargos da empresa.

 3) Das consequências desta nova política de preços

O consumidor, elo mais frágil desta cadeia, busca alternativas apara ter em seu lar, o gás de cozinha, elemento essencial ao cozimento do mingau, do feijão…. Dentro destas alternativas citamos:

     a) Uso de lenha e serragem.

     b) Uso de maquinas caseiras abastecidas por gasolina e álcool.

     c) Compra através do mercado ilegal pela oferta do menor preço.

     d) Crescimento do mercado ilegal, sonegações e entrada de novos agentes utilizando de brechas na regulamentação do setor.

Diariamente o consumidor fica vulnerável a comprar um produto com adulterações de peso, risco a sua vida com o uso sem segurança de lenha, serragem e engenhocas em ambientes incompatíveis. Alem dos riscos a segurança, prejuízos financeiros, a falta de uma rastreabilidade (medida já aplicada por uma Distribuidora) em todo setor, facilita a entrada de elementos criminosos, que estão fazendo uso da entrega do gás apara assaltos e crimes nos lares dos nossos consumidores.

O barato que saí caro, tragédias são para ser evitadas e não esperar acontecer para buscar medidas corretivas:

                     13 Abr 2018 – 08:46

                    Acusado de estuprar menina de dez anos ao entregar botijão de gás é preso

http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?id=444954&edt=25&noticia=acusado-de-estuprar-menina-de-dez-anos-ao-entregar-botijao-de-gas-e-preso

O setor revenda de GLP sem condições de concorrer com estas ações predatórias, vive um momento histórico, com a saída de nossos empresários para outro tipo de atividade ou fechamento de suas empresas.

A necessidade de uma revisão, de ações corretivas, já passou dos limites, a segurança deixou de ser o exemplo que sempre tivemos em nossa marca, o preço baixo do gás de cozinha não pode ser aplicado na forma que vivemos, comprometendo mais de 60 mil empresas, transferindo a responsabilidade social do Governo Federal aos agentes privados do setor A Petrobras como estatal deve explicações à nação, sua composição do preço desde o refino a importação se mostra como uma “caixa de pandora”.

A ASMIRG-BR respeitosamente vem através desta nota, buscar esclarecer os preços praticados no setor, do porque as pequenas reduções na Petrobras ainda não chegam ao consumidor, visamos buscar através do dialogo, medidas emergências para sanar tais danos, o equilíbrio dos agentes envolvidos no mercado, a garantia de um abastecimento seguro a nação brasileira precisa ser resgatado.

Colocamo-nos a disposição para maiores esclarecimentos.

Cordialmente,

Alexandre Jose Borjaili

PresidenteAssociação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR

www.asmirg.com.br

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